ACESSIBILIDADES

Assento acessível

Voltado para garantir a participação de quem usa cadeira de rodas ou tem mobilidade reduzida. Fica geralmente na primeira fila: espaço vazio para cadeira ou assento mais largo para pessoas obesas e grávidas. Quem tem deficiência tem direito a acompanhante bem perto de si. Outro direito é não querer o assento reservado. Ou seja, este assento é um direito - não uma obrigação. Se houver dúvida, consulte o decreto presidencial nº 9.404/18 e a norma ABNT 9050.

Audiodescrição

Permite que pessoas cegas ou com baixa visão compreendam as informações visuais da atividade cultural, como expressões, roupas, cenário e movimentos. Pode ser em uma peça de teatro, um filme ou uma exposição. Exige técnica e profissional qualificado, com aptidão para transformar imagens em palavras de um jeito correto e objetivo. Quando algo relevante acontece na cena, como uma personagem que entra em silêncio, o profissional narra para a pessoa cega ou com baixa visão. Essa narração pode ser feita por meio de fone de ouvido, ligado a quem faz a audiodescrição por meio de rádio; estar inserida no som do filme; ou ainda com o profissional falando direto para a pessoa que precisa.

 

Banheiro acessível

São adaptados para pessoas com deficiência, como física ou visual, e mobilidade reduzida. Devem seguir a norma ABNT 9050. Quando necessário, uma dica é providenciar banheiros químicos acessíveis.

 

Elevador e rampa

Viabiliza o deslocamento de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida com autonomia, liberdade e sem constrangimentos. Qualquer espaço, inclusive tombado como patrimônio, deve se adaptar. Mais uma vez, a sugestão é conferir a ABNT 9050 para construir de forma correta. Vale ressaltar que elevadores também devem oferecer acessibilidade comunicacional, como botões em braille e avisos sonoros dos andares.

 

Gratuidade

Para nós da Escola de Gente, a gratuidade é uma acessibilidade porque abre a possibilidade fundamental para que mais pessoas tenham acesso a atividades culturais. Além disso, segundo a ONU, 80% das pessoas com deficiência vivem em situação de pobreza em países em desenvolvimento como o Brasil. Se você realiza ou procura por eventos culturais gratuitos, o seu lugar também é aqui!

 

Legenda

Voltado para pessoas surdas que têm o português como sua primeira língua - e não a Libras. A legenda ideal é chamada de descritiva porque permite o acompanhamento tanto do que é falado quanto dos sons da cena. Este recurso pode ser gravado, como em um filme, ou ao vivo, como no teatro.

 

Língua de sinais

É língua gestual para a comunicação entre pessoas surdas ou entre surdas e não-surdas. Tem natureza visual-motora com ampla utilização de movimentos de todo o corpo. Foi reconhecida como língua oficial no Brasil em 2002 e deve, portanto, ser usada nos eventos públicos e coletivos. É importante que o profissional de Libras tenha fluência e capacidade de interpretação do conteúdo do projeto. Uma sugestão é verificar a sua Certificação de Proficiência na Tradução e Interpretação da Libras/Língua Portuguesa (Prolibras), Certificação de Proficiência no Ensino da Língua Brasileira de Sinais (Prolibras), ou ainda; cursos de extensão,  graduação ou pós-graduação em Libras.

 

Libras tátil

A Língua de sinais brasileira tátil é utilizada principalmente por pessoas que são surdacegas ou que têm algum impedimento em um dos dois sentidos - visão ou audição. É uma língua que funciona inteiramente na base do toque de quem interpreta. Geralmente requer a total atenção de ambas as pessoas envolvidas na conversa.

 

Linguagem simples

É a medida de acessibilidade que transpõe conteúdo - falado ou escrito - para que seja compreendido principalmente por quem tem deficiência intelectual ou psicossocial ou ainda algum tipo de limitação de processamento de informações em determinada língua. Exige técnica e não é, portanto, um resumo ou simplificação do texto. A linguagem simples envolve aspectos de uso de palavras, formatação do texto e, muitas vezes, até em representar o conteúdo por meio de símbolos. É um recurso relativamente novo e que envolve uma nova fronteira da acessibilidade. Quanto mais for aplicada, melhor.

 

Piso tátil

Facilita o movimento de pessoas cegas e com baixa visão ao delinear, geralmente com um forte relevo no chão, o caminho até os pontos-chaves do local. Há regras precisas de instalação de piso tátil, que constam na ABNT 9050.

 

 

Publicações acessíveis

São as versões dos materiais impressos, como livros e folders, acessíveis para quem tem cegueira, baixa visão ou simplesmente dificuldade de ler letras menores. Elas podem ser em braille, mas também em meios digitais. Neste caso, a pessoa com deficiência visual pode acessar o conteúdo por meio de um mecanismo leitor, já muito comum em celulares e computadores. O conteúdo digital pode ser disponibilizado para a pessoa por meio de um CD ou um código QR. Já para quem tem baixa visão, o ideal são as letras em tamanho 28 e fonte Arial. Fundamental: todas as imagens devem estar descritas.

 

Visita tátil

São as diferentes formas de fazer com que pessoas cegas ou com baixa visão toquem objetos e itens fundamentais para a compreensão da experiência artística. No teatro, pode ser uma visita ao palco para tocar o cenário antes do espetáculo. Em uma exposição, pode ser tateando réplicas ou os próprios elementos. Impressões em 3D ajudam muito no caso de itens que necessitam de preservação. O ideal é que a visita tátil seja conduzida por profissional de audiodescrição.